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Recomeçar é preciso

Carta de amor aos meus desafetos.

Estou deixando minhas armas de lado. O meu cansaço fala mais alto e já não desejo mais provar que estou com a razão e encontrar quem são os culpados. As mágoas pesam no meu coração e eu já não quero mais seguir com elas dentro de mim. O peso não vale nem mais um segundo de peito apertado e ar sufocado.

Os meus atos de vingança têm tido curta duração, pois tenho sentido no meu próprio corpo o gosto amargo dos seus efeitos.

Estou compreendendo que certas perguntas são realmente inúteis e que já estou crescida o bastante para deixar o orgulho de lado e me permitir descansar na paz da ausência de uma necessidade de fala ou discurso qualquer. Se render ao silêncio é um nobre ato de humildade e libertação.

A visita da consciência sempre é apaziguadora das chamas da angústia que me queimam o peito e tudo o que em mim resiste à isso é bobo e pequeno.

Hoje sei que a minha vaidade não pode ser levada tão à sério e que o meu conhecimento e clareza podem sempre ser relativizados em qualquer circunstância, inclusive o meu drama.

Às vezes abrir mão de tudo aquilo que conheço é o único caminho para encontrar o que realmente me importa. Voltar ao ponto de partida tem sido um movimento comum e começo a desenvolver um curioso apreço pelo marco zero.

Estou aqui para me devolver à mim mesma e cada experiência que vivo, acertada ou desastrosa, fazem parte do roteiro que eu mesma criei e escolhi para me trazer exatamente aquele pedaço de que tanto preciso de volta pra mim.

E assim é.


Por: Komala Roberta

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