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Querida agressividade, eu vejo e libero você.

Minha agressividade merece perdão.

Mulher meditando no escurto

Diante de uma ameaça ou perigo, o ser humano tem três reações possíveis: atacar, congelar e fugir.

São reações instintivas que nos garantem a nossa sobrevivência.

Durante esses dias de quarentena, tive a oportunidade de olhar para a minha agressividade. Pude ver o quanto o meu sistema ainda estava impregnado dessa energia e me vi sendo tomada por ela.

Através de sonhos e sessões de terapia, entendi que as situações que surgiram, vieram para me mostrar o que precisava e já estava pronto para ser depurado em mim.

Entendi a importância substancial e primária da energia da agressão em minha vida, pois sem ela certamente não teria sobrevivido aos choques de desamor e não teria chegado inteira aonde cheguei.

Também entendi que a agressão, o ataque e o embate era a forma que eu havia escolhido para me proteger, toda vez que eu não me sentia amada. Ao sentir rejeição e abandono, eu agredia. Eu queria ferir (e muito).

Ao olhar para tudo isso, eu também pude ver que eu já não precisava mais responder às minhas frustrações dessa forma. Foi chegada a hora de virar essa chave e a vida me mostrou que já era possível me posicionar em amor.

Senti como se ela (a vida) estivesse a me dizer: Minha filha querida, você já sobreviveu. Largue as armas, pois já não é mais preciso guerrear.

Certamente não conseguirei colocar em palavras e traduzir para vocês o que essa experiência me trouxe e como eu me senti diante dela. O que posso dizer é que foi (e está sendo) algo muito grandioso.

Esses dias vi uma frase num filme que talvez seja a melhor definição para tudo isso que aqui relato: “O sangue se purifica com água, não com vingança.”

Agradeço por sentir o meu sangue ser purificado.


Por: Komala Roberta

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