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Quando voltei pra mim…

Eu, você e meu amor por mim mesma.

Quando voltei para mim deixei as amarras do meu passado que me impediam de construir um futuro melhor para o que eu gostaria de viver. Não adianta planejar mil escolhas e não tomar nenhuma decisão sobre elas.
No dia que voltei para mim havia passado a noite anterior quase que inteiramente chorando o leite derramado de relações fadadas ao fracasso desde o início, e quando acordei, como uma iluminação quase absurda de tão óbvia, percebi que tem coisas que não dependem mesmo só de mim.

Do que adiantaria chorar por algo que acabou se a outra pessoa pôs (ou pelo menos ajudou a pôr) um fim naquilo tudo? Não é eximir de mim mesma a responsabilidade de algo que pode ou não ter contribuído para o asfaltamento do fim, e sim entender que o outro também tem culpa, poxa. Se eu estraguei alguma coisa, o outro também estragou, seja não parando para conversar e entender meus motivos para ter agido daquela forma, seja se negando a ouvir meu lado e simplesmente aceitar o seu como verdade absoluta.
São tantas questões e subjetividades que não caberiam aqui.
Na dúvida, vale sempre pensar: ‘eu e fulano(a) fizemos tudo que estava ao nosso alcance para resolver aquele mal entendido / aquela briga / aquela história inventada?’
Não importa muito a direção da resposta nesses questionamentos, importa o fato de melhor compreensão dependendo do ‘sim’ ou ‘não’.
‘Sim, fizemos’. Ótimo. Então está tudo resolvido. Bola pra frente.
‘Não, não fizemos’. Bom. Se nem eu, nem ele(a), ou nenhum dos dois tentou em algum momento resolver os problemas, é porque aquilo já não deveria durar mais tanto tempo assim, afinal. Nesse caso, vida segue (e acredita em mim, ela segue mesmo).
A gente tem que colocar na cabeça que pelo menos 90% da maioria dos conflitos que envolvem relações interpessoais seriam resolvidos com um diálogo, ou até dois. Quando o outro – ou você mesmo – não faz questão, é porque sabe que no fundo não vale a pena. E quando não vale a pena, não tem porquê se prolongar.

Quando voltei para mim, nunca mais deixei de ser eu mesma por outro alguém.


Por: Paula Frazão

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