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Minha sexualidade cheira a liberdade

Eu dona de mim.

É engraçado perceber como as coisas que mais me dão prazer podem ser as minhas piores armadilhas.

Há muito tempo atrás descobri o poder da minha energia sexual e do meu corpo e por muito tempo fui escrava desse poder.

O prazer que sentia em colocar o outro à serviço dos meus caprichos e desejos era uma espécie de anfetamina, um ópio que me dava uma sensação de grandeza e de uma certa invencibilidade. “Conquistar” era um jogo, um jogo de sedução e manipulação que eu sabia fazer muito bem e cujo resultado era sempre “glorioso”.

O que eu não sabia era que a “mulher poderosa” era um simples fantoche da própria sexualidade.

Entorpecida pelo ópio da vaidade, visitei lugares frios e degradantes. Vazios de significados. Vazios de mim.

Levei um bom tempo para começar a enxergar isso. Tempo suficiente para deixar alguns bons estragos…

E eu lhes digo meus caros, identificar o quanto muitas vezes você se prejudica pode ser algo bem doloroso.

Mas à medida em que fui acessando essa dor, camada por camada, fui recobrando as minhas partes perdidas e abandonadas (por mim) e fui me transformando.

Confesso que ainda hoje é um desafio deixar o chicote da culpa de lado. Por outro lado, também consigo ver como a minha sexualidade me mostrou como eu poderia ser muito maior e melhor do que eu jamais imaginava que podia ser. E à isso, eu dou graças. Muitas graças!

Acredito que esse autorretrato traduz bem essa vitória sobre o meu próprio poder. O poder de reconhecer toda a potência e beleza que há (e que sempre houve) no meu corpo e na minha energia sexual e ser capaz de assumir tudo isso de cara limpa, com muito respeito e nenhuma repressão.

É seguro usar e expressar o meu poder, pois cada vez mais sou dona de mim.


Por: Komala Roberta

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