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É tempo de deixarmos nossas bengalas de lado

Podemos nos dar tudo aquilo que precisamos.

Mulher na praia meditando

Por muito tempo andei na vida procurando por bengalas. Os meus passos eram vacilantes e eu me sentia demasiadamente insegura para me mover na vida com as minhas próprias pernas.

Busquei por todos os tipos de bengalas: comida excessiva, sexo, relações destrutivas, álcool…

As bengalas são muitas e assim que desejamos uma, ela surge em nossas vidas quase que como mágica e então nos agarramos a ela numa tentativa desesperada de nos salvar, preencher o nosso vazio.

O fato é que cada uma dessas bengalas só me empurrou cada vez mais para o fundo do meu próprio poço. O que foi bom, porque foi nesse fundo que encontrei a mola de que precisava para me elevar novamente.

Hoje vejo que precisei das bengalas para chegar à conclusão de que não preciso delas. A cada instante tenho experimentado a suave e doce sensação de gerar conforto e bem estar, recorrendo à mim mesma.

É um sentimento de poder silencioso e pacífico, que me coloca num lugar de protagonismo da minha própria vida, sem que eu precise de uma plateia para reconhecer isso.

Quanto mais eu utilizo de mim mesma para me dar aquilo que necessito, mais as relações utilitárias com as pessoas e com as coisas, perdem espaço e sentindo em minha vida.

Não há nada que eu não possa me dar.


Por: Komala Roberta

 

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